Característica
essencial e marcante que chama atenção no livro A Câmera Clara do autor Roland
Barthes é que ele é um livro que trata sobre fotografia, mas não apresenta
contexto técnico e sim a busca pela poética na fotografia.
O
autor começa o livro nos remetendo as lembranças e sensações que uma fotografia
pode causar quando ele cita “vejo os
olhos que viram o imperador” se referindo a uma foto do irmão do imperador
Napoleão. Barthes faz essa citação nos remetendo que a fotografia pode nos
levar a imaginar coisas que jamais fomos capazes de ver.
Voltando
ao livro ele começa falando de como a fotografia pode ser submetida a uma divisão, pois para ele tal nunca
poderia ser classificada porque não existe, as três divisões que Barthes cita
são as considerações em relação as fotografias empíricas, estéticas e
retóricas.
O
autor define a fotografia também em três processos, que é o fazer (se referindo
ao fotografo) o suportar (referente ao
fotografado) e por ultimo o olhar (quando se refere aos que apenas observam a
imagem já pronta), e é assim que ele se refere. Barthes comenta o registro do
passado e da morte na fotografia, pois ela
registra um momento único e o imortaliza.
Barthes
também questiona a quem pertence a fotografia na verdade? Ao fotografo que
registrou o momento, a cena em questão, ou ao fotografado que pousa para a
foto? Essas questões levantadas pelo autor não tem uma resposta definida.
A fotografia envolve diversos elementos, mas o
principal deles é o olhar, a fotografia nasce desde o primeiro olhar até a
captação da imagem, alem dos outros diversos elementos que estão incluído no
processo de criação como a estica, a história, a química, a física. A fotografia
tem diversas funções na sociedade, pois segundo Barthes ela pode ser
informativa, jornalística, histórica, critica, representativa.
A
fotografia traz consigo lembranças do teatro primitivo, que cultuava os mortos,
a fotografia apresenta essa característica, imortalizar um momento ou fazer
lembrar os mortos, a fotografia no mostra a imagem congelada, imóvel do mesmo
modo como lembramos os mortos.
A
fotografia tem uma função histórica para a humanidade, ela pode fazer registros
instantâneos de tudo aquilo que se foi, se perdeu no tempo em fração de
segundos, como o bater das assas de um beija-flor, ela registra o que acontece.
A fotografia congela o nosso olhar, o sentimento, o subjetivo. É a captura do
agora que já se foi.
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