quinta-feira, 12 de março de 2015

A Câmera Clara - Autor Roland Barthes

Característica essencial e marcante que chama atenção no livro A Câmera Clara do autor Roland Barthes é que ele é um livro que trata sobre fotografia, mas não apresenta contexto técnico e sim a busca pela poética na fotografia.
O autor começa o livro nos remetendo as lembranças e sensações que uma fotografia pode causar quando ele cita “vejo os olhos que viram o imperador” se referindo a uma foto do irmão do imperador Napoleão. Barthes faz essa citação nos remetendo que a fotografia pode nos levar a imaginar coisas que jamais fomos capazes de ver.
Voltando ao livro ele começa falando de como a fotografia pode ser submetida  a uma divisão, pois para ele tal nunca poderia ser classificada porque não existe, as três divisões que Barthes cita são as considerações em relação as fotografias empíricas, estéticas e retóricas.
O autor define a fotografia também em três processos, que é o fazer (se referindo ao fotografo) o suportar  (referente ao fotografado) e por ultimo o olhar (quando se refere aos que apenas observam a imagem já pronta), e é assim que ele se refere. Barthes comenta o registro do passado e da morte na fotografia, pois ela  registra um momento único e o imortaliza. 
Barthes também questiona a quem pertence a fotografia na verdade? Ao fotografo que registrou o momento, a cena em questão, ou ao fotografado que pousa para a foto? Essas questões levantadas pelo autor não tem uma resposta definida.
 A fotografia envolve diversos elementos, mas o principal deles é o olhar, a fotografia nasce desde o primeiro olhar até a captação da imagem, alem dos outros diversos elementos que estão incluído no processo de criação como a estica, a história, a química, a física. A fotografia tem diversas funções na sociedade, pois segundo Barthes ela pode ser informativa, jornalística, histórica, critica, representativa.
A fotografia traz consigo lembranças do teatro primitivo, que cultuava os mortos, a fotografia apresenta essa característica, imortalizar um momento ou fazer lembrar os mortos, a fotografia no mostra a imagem congelada, imóvel do mesmo modo como lembramos os mortos.

A fotografia tem uma função histórica para a humanidade, ela pode fazer registros instantâneos de tudo aquilo que se foi, se perdeu no tempo em fração de segundos, como o bater das assas de um beija-flor, ela registra o que acontece. A fotografia congela o nosso olhar, o sentimento, o subjetivo. É a captura do agora que já se foi.

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