quarta-feira, 25 de março de 2015

Os 12 macacos.



O filme os 12 macacos que foi dirigido por Terry Gilliam, é, na verdade, uma releitura, ou se preferir adaptação da fotomontagem “La jetée” do ano de 1962.
Esses filmes têm formatos totalmente diferentes, porém tanto nos 12 macacos quanto em La Jetée, as histórias são as mesmas, onde um homem que vive em um futuro incerto é enviado no futuro para descobrir como curar um vírus que a anos destruiu 99% de toda a humanidade.
O filme começa de forma misteriosa que nos remete ao pensamento de que tudo que está acontecendo na verdade é: uma lembrança de infância, um sonho sem explicação ou uma imagem do futuro?
Muitas das cenas apresentadas remetem ao pensamento e o questionamento, do de realmente foi vivido ou se tudo não passa do sonho. Sonhos ou alucinações de um homem que por viver aprisionado a tanto tempo, busca uma outra realidade para dar sentido a tudo aquilo que está vivendo, o processo livre da mente e ao mesmo tempo uma válvula de escape para suas lembranças de louco.
Aos poucos tudo vai ficando um pouco mais claro e com um sentido de entendimento mais fácil. Onde a primeira cena do filme parece ser uma lembrança de regresso ao passado realmente, onde todas as suas memórias ficaram guardadas como um dejavu. A primeira e última cenas se ligam de formar a parecer que aquele ciclo começa e termina em um mesmo momento e parece não ter fim.
Uma questão que é colocada no filme é que o homem é adaptável ao tempo, e que por mais que tentemos controlar o tempo, ele é incontrolável, ele não pode ser manipulado..
O filme deixa claro que não detemos o controle do tempo, enquanto apontamos para o amanha, esquecemos do presente e esquecemos do passado, perdendo assim as nossas lembranças.

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